O Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), em greve desde o dia 1º de agosto, reuniu-se nesta quarta-feira, mais uma vez, com o Ministério da Educação (MEC) para negociar parte de suas reivindicações. Segundo a assessoria de imprensa da entidade, os avanços foram considerados pequenos. A decisão sobre a saída ou não da greve vai ser votada em plenária no próximo sábado.
Mesmo negociando com o MEC, o sindicato afirma que não há previsão de retorno das atividades. Um dos motivos relatados é o não recebimento da proposta do Sinasefe pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG).
Professores e técnico-administrativos dos institutos federais estão paralisados para pedir democratização das instituições de ensino, realização de concursos, reestruturação das carreiras, reajuste salarial de 14,67% (IPCA + variação do PIB), dentre outros pontos. O movimento também quer a destinação de 10% do PIB para a educação pública.
O Sinasefe afirma que 30 mil servidores estão em greve, especialmente nos campi da região nordeste - onde a falta de infraestrutura é maior. Dos 300 campi, 220 estão em greve, o que deixa cerca de 170 mil alunos sem aula, conforme informações do sindicato.