O ministro da Educação, Fernando Haddad, não vai mais para o Recife nesta quinta-feira (3), onde pretendia ter uma audiência com o desembargador Paulo Roberto de Oliveira Lima, presidente do Tribunal Reginal Federal da 5ª Região (TRF-5). Haddad pretendia apresentar ao magistrado os argumentos contra a decisão da Justiça Federal de cancelar 13 questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) após um colégio de Fortaleza antecipar as perguntas aos alunos. O desembargador está viajando, segundo a assessoria de imprensa do TRF-5.
Mesmo sem a presença do ministro, a Advocacia Geral da União (AGU) vai levar na tarde desta quinta-feira um recurso preparado para o MEC contra a decisão da Justiça Federal do Ceará, de acordo com a assessoria do ministério. O MEC defende a tese de que o problema foi pontual e vai argumentar que a melhor solução seria ou o cancelamento do Enem dos 639 alunos do Colégio Christus, obrigando-os a fazer novamente o exame no final do mês, ou o cancelamento das 13 questões somente para estes estudantes da escola.
Para o governo, a anulação das 13 questões de um total de 180 contidas no Enem prejudicará a maioria dos estudantes que fizeram a prova.