Uma semana antes de anunciar o sucesso das metas do programa Ciência Sem Fronteiras, que oferecerá bolsas no exterior, a presidente Dilma Rousseff disse que é importante que o Brasil tenha produção científica própria. "Se nós não tivermos a produção científica em nosso solo, nós não realizaremos todo o potencial desse País", disse a presidente nesta terça-feira. "Aqui nós podemos criar, fazer ciência, criar tecnologia e inovar", avaliou.
No próximo dia 13, a presidente quer anunciar bolsa de estudos para estudantes das áreas exatas e de saúde nas melhores universidades do exterior. Ao longo do ano, Dilma aproveitou as visitas de Estado para negociar vagas em universidades do exterior. O governo quer oferecer 75 mil bolsas e quer apoio do setor privado com mais 25 mil.
Dilma falou para uma plateia de empresários e cientistas durante a entrega do prêmio Jovem Cientista, que contemplou estudantes que pesquisaram temas como saneamento básico e integração de energias renováveis e mobilidade sustentável. Os prêmios em dinheiro variam de R$ 10 mil a R$ 30 mil.
Dilma aproveitou para cumprimentar o pré-candidato à prefeitura de São Paulo e hoje ministro da Educação, Fernando Haddad. Ao citar o empenho da sua gestão quanto ao desenvolvimento científico, a presidente lembrou que são necessários mais investimentos na educação. "É um compromisso desse governo a questão do desenvolvimento científico e tecnológico desse País e, portanto da educação".