A partir de 2012, o Ministério da Educação (MEC) considerará iniciativas contra trotes violentos como pontos a favor na avaliação das faculdades. A sugestão do Ministério Público Federal de incluir na metodologia de avaliação das instituições quesitos que levem em conta as medidas preventivas e repressivas adotadas pelas faculdades para coibir a prática de trotes violentos ou abusivos e incentivar a realização de atividades que busquem a integração de novos alunos ou outras medidas de repercussão social, como o trote solidário, foi acatada pela Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior (Conaes).
O Conaes afirmou que o instrumento de avaliação está em processo inicial de discussão, devendo ser aprovado para utilização já no início do próximo ano.
Para o procurador da República Thiago Lacerda Nobre, responsável pelo procedimento que apura a prática de trotes violentos, é uma vitória que o MEC reconheça a importância de se cobrar das instituições de ensino superior, atitudes e fiscalização que impeçam atos de violência contra novos alunos que ingressam nas universidades.
"Tivemos experiências positivas ao cobrar das instituições de ensino sua parcela de responsabilidade em fiscalizar e orientar seus alunos através de termos Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com algumas universidades, mas a implantação de uma política de avaliação dos cursos que envolva medidas preventivas para coibir trotes violentos em todos os cursos, nacionalmente, é uma vitória para toda a sociedade", afirma Nobre.