
Profissionais da educação já foram desprestigiados e sofrem com os baixos salários. Uma parcela deles parece estar dando a volta por cima. Ao buscar uma pós-graduação, professores da rede privada aprimoram a atividade profissional, conquistam melhores salários e garantem qualidade de vida. O que já se percebia em conversas com docentes da rede privada agora está confirmado por pesquisa. O interesse em fazer cursos de mestrado e de doutorado cresceu entre os professores de instituições privadas. Segundo estudo do Sindicato dos Professores do Ensino Privado (Sinpro/RS), 8,9% dos 750 docentes gaúchos entrevistados são doutores e 27,7%, mestres. Em 1999, apenas 2,9% tinham doutorado, e 18,9% mestrado. No Estado, há 27.818 professores no ensino privado.
Os salários acompanham o aperfeiçoamento cultural, principalmente para os educadores do Ensino Superior. A maioria dos professores universitários recebe entre R$ 2.501 e R$ 5 mil, bem acima do que ganham os demais - em geral de R$ 1 mil a R$ 2,5 mil. Docentes preferem se dedicar exclusivamente a dar aulas. A pesquisa mostra que quase todos os professores ouvidos têm casa própria, carro, acesso à Internet e celular. Pagam plano de saúde, preferem se informar pelo jornal e têm na leitura o principal hábito de lazer. Eles trabalham em média 31 horas por semana e se dizem satisfeitos com a atividade.
Com boas condições de vida, estão preferindo se dedicar exclusivamente à profissão e não pensam em deixar a docência - 49% desejam estar dando aulas e ganhando mais no futuro. Para a maioria, o caminho é fazer pós-graduação. A expectativa de permanecer na carreira é comemorada pelo diretor do Sinpro/RS, Marcos Fuhr, que destaca ainda o ganho em qualidade de ensino para os alunos. O estudo também constata que os docentes estão envelhecendo. Há seis anos, apenas 31% tinham acima de 41 anos. Em 2005, essa faixa representou 47,6% dos entrevistados.
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