Assim como algumas multinacionais com filial no Brasil têm enviado os seus trainees para o exterior, companhias brasileiras também estão recebendo jovens de outros países para aprender sobre a cultura de negócio do País. Em 2011 a Andrade Gutierrez fará pela primeira vez um treinamento simultâneo de jovens selecionados no Brasil, na América Latina e em Portugal. Durante o processo, os "forasteiros" virão para o Brasil a fim de aprender mais sobre a cultura da companhia e tentar padronizá-la nos mercados em que o grupo atua. “Treinar fora não é só treinamento, é conhecer o que o profissional pode vivenciar na empresa durante a carreira”, Maria Isabel Albernaz, gerente de Gente e Gestão. Na Camargo Corrêa, a participação de estrangeiros também será uma novidade este ano. O programa terá 11 trainees internacionais, que vão usar a mesma rede social dos brasileiros durante do treinamento. Serão três participantes da Venezuela, três da Argentina, três de Moçambique e dois do Peru. Eles se somarão às 25 vagas destinadas aos que vivem no Brasil.
Na Vale, o programa começou no ano passado, quando quatro profissionais do exterior vieram ao Brasil. Em 2011 já são onze participantes, aumento que visa acompanhar a expansão da empresa. “O programa reforça o networking interno e a troca cultural, que em uma empresa global é muito importante. Os trainees brasileiros aprendem sobre os países com os quais vão se relacionar durante a carreira e os estrangeiros conhecem a cultura brasileira de negócios”, diz Carla Gama, diretora de Educação e Gestão de Talentos da Vale. Aos 21 anos, a australiana Nastassia Law é formada em administação e trainee da Vale na diretoria da Estrada de Ferro Vitória-Minas. “Sem quis vir ao Brasil. Gosto muito de viajar, de conhecer novas culturas”. Outro que encarou o desafio é o moçambicano Simão Muhorro, de 22, que também está passando uma temporada no País. “Para você ser um profissional diferenciado, tem que levar em consideração os aspectos culturais de outros países.”