Apesar do acordo firmado entre o governo, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) e o Fórum de Professores das Instituições de Ensino Superior (Proifes), na última sexta-feira, em Brasília, algumas universidades federais ainda estão com os professores em greve. Desta vez, as reivindicações são de âmbito local.
Na Universidade Federal de Alagoas (Ufal), a greve foi decretada na quarta-feira. Antes do acordo, os docentes só haviam realizado uma paralisação no dia 28 de agosto. Segundo o presidente da Associação dos Docentes da Ufal, Antônio Passos Lima Filho, existe agora uma pauta de reivindicações, ainda não concluída, que envolve negociações com a reitoria. Nesta quinta-feira ocorreu assembleia na qual foram definidas ações de mobilização da categoria.
Já na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a greve dos docentes continua, com adesão de mais de 90%, conforme o presidente da Associação dos Docentes da UFMT, Carlos Alberto Eilert. Uma assembleia ocorre na sexta-feira para deliberar pela suspensão ou continuidade do movimento. "Há muita indignação dos professores em relação às condições de trabalho, por isso, temos agora uma pauta com problemas específicos daqui", informou Eilert. Os professores da UFMT estão em greve desde o dia 24 de agosto.
O Andes informou nesta quinta-feira que não possui um balanço geral das universidades que voltaram às atividades, mas certificou que na Universidade Federal do Tocantins (UFT) os docentes retornaram às salas de aula e que na Universidade Federal do Paraná (UFPR) a decisão pela continuidade da greve seria decidida no dia 01/09.