
A questão que este estudo propõe à formação profissional em Administração assim se resume:
É inevitável manter a dissonância entre o discurso e a prática e formar espíritos desmembrados, ou há espaço na academia e na sociedade para uma formação profissional que se queira crítica e comprometida com a vida?
A contraposição que se estabelece entre os reclamos de uma formação interdisciplinar e os discursos institucionalizados sobre a formação e o papel social do administrador aponta para os entraves advindos de prescrições ambíguas e inconsistentes, que procrastinam a adoção de medidas direcionadas a arcar com o ônus da inadimplência ecológica derivada do modo de produção.
A perspectiva crítica, reconceptualizada, posiciona-se no segundo milênio e se preocupa com o esclarecimento e a emancipação crítica, a rejeição do determinismo econômico, a crítica da racionalidade técnica ou instrumental, o uso para fins opressivos do desejo socialmente construído, a inter-relação entre poder, cultura, dominação e hegemonia.
Situa-se em meio a longa trajetória, explorada em outros estudos sobre o campo, realizados em A Formação em Administração e o Éthos da Modernidade, de 2004, e em Formação em Administração em Prospectiva, de 2009, mas salienta que, na formação em Administração, o confronto atual se dá entre a interdisciplinaridade e o institucionalismo.