
O processo da globalização coloca enormes pressões sobre as empresas. A perda de competitividade nos mercados domésticos do centro pode sugerir a África subsariana como um provável destino. Esta idéia já emergiu no final do século XIX. Contudo, muitos peritos apontam tendências que conduzem o continente africano para a catástrofe.
Este livro oferece uma visão diferente. Tenta definir enquadramentos, descrevendo o melhor possível as correntes que motivaram os avanços e os retrocessos da modernização e, conseqüentemente, da economia. É seu propósito proporcionar uma melhor focalização do processo histórico para a determinação das causalidades.
A África subsariana não tem de descambar necessariamente na desgraça. Na realidade, sob as ondas de acontecimentos aparentemente insensatos que a conduziram a uma terrível trajetória socieconômica, encontram-se causas que se repercutem por todos com responsabilidade a nível mundial.
Daqui emerge um padrão comportamental potencialmente esperançoso, possível pela extraordinária coordenação de vontade - necessárias para conduzir as pessoas certas aos lugares certos no momento certo - através de fenômeno econômico. Este livro trata desse padrão, dessa sincronização e dessa esperança. É possível fazer melhor em África e por África.
Rui Moreira de Carvalho
O moçambicano Rui Moreira de Carvalho é engenheiro, mestre em economia e gestão de ciência e tecnologia. Foi adjunto do secretário de estado do Comércio (Portugal), desk office do Centre pour le Developement Industriel, em Bruxelas, Bélgica, e exerceu funções de administração em importantes empresas portuguesas e moçambicanas. Atualmente é professor na Universidade Veiga de Almeida. Desde 2003 é vice-presidente de Prolagos S/A - Concessionária de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Cabo Frio, RJ, Brasil), com responsabilidade nas áreas financeira, administrativa e de recursos humanos.