No período de 2003 a 2009, foram autorizados 4.105 novos cursos, refletindo uma média de 586 cursos/ano e índice de crescimento de 14,3%. Observou-se a ampliação do número de cursos autorizados, alcançando 771 autorizações no ano de 2006, representando 18,8% dos cursos autorizados no período.
Em 2007, o quantitativo de autorizações foi bem menor (478 cursos), equivalente a 11,6% dos cursos autorizados no período. Nos anos de 2008 e 2009, houve a retomada do crescimento (589 e 652 respectivamente), mantendo-se acima da média observada no período.
Esta análise permitiu verificar que dos 10 cursos mais autorizados, o curso de Administração representou 12,5% do total de cursos autorizados, representado por 433 novos cursos no período em análise, o que dá uma média anual de 54 autorizações/ano. Notou-se crescimento nos últimos dois anos.
Os cursos de Engenharia passaram a configurar na 2ª posição, no ranking dos 10 cursos mais autorizados no período, representando 9,1% do total de autorizações, perfazendo 316 autorizações, atingindo a média anual de 40 autorizações/ano. Em 2008, foram autorizados 63 cursos, sendo que em 2009, esse quantitativo
atingiu 135 cursos.
O curso de Direito passou a ocupar a 3ª posição, com 302 autorizações no período, perfazendo 8,7% do total de cursos autorizados. Em 2007, foram autorizados 58 cursos e, no ano seguinte, esse quantitativo baixou para 3 cursos, zerando em 2009. Este fato demonstra que desde 2008, o MEC tomou uma postura mais rigorosa nos processos de autorização, sobretudo, dos cursos de Direito e Medicina.
Os cursos tradicionais vêm obtendo índices respeitáveis de autorizações, sendo 301 novos cursos de Ciências Contábeis; 271 novos cursos de Enfermagem e 192 novos cursos de Educação Física. O curso de Psicologia obteve 172 novas autorizações, seguido do curso de Pedagogia, com 169 autorizações e o curso de Letras, com 157 autorizações.
Os cursos de Farmácia, Serviço Social, Letras e Nutrição têm alcançado espaços mais significativos no mercado de trabalho, refletindo na ampliação das autorizações.
O que mais surpreendeu no ranking de 2009, foram os cursos de Engenharia, Ciências Contábeis, Enfermagem e Educação Física projetando desempenho superior a outros que figuravam entre os mais autorizados.
O quantitativo de vagas autorizadas, no período de 2007 a 2009, foi de 243.970 vagas. Em 2007, esse quantitativo representou 30,3%, ampliando em 2008 para 35,5%, apresentando pequena queda em 2009 (34,1%).
Os cinco cursos com mais vagas autorizadas representam 48,8%. Em 2009, foram criadas 83,295 novas vagas. O curso de Administração foi o que teve mais vagas autorizadas (17.925 vagas), representando 19,7% do total, seguido dos cursos de Ciências Contábeis (860 vagas), representando 7,9% e Engenharia com 580 vagas (7,4%).
No período em análise, na região Centro-Oeste, os cinco cursos mais autorizados foram (administração, educação física, ciências contábeis, enfermagem e pedagogia). Já na região Nordeste, os cinco cursos mais autorizados foram (engenharia, enfermagem, administração, educação física e ciências contábeis).
Nesta perspectiva, a região norte apresentou uma configuração diferenciada, ou seja, os cinco cursos mais autorizados (serviço social, enfermagem, administração, pedagogia e engenharia). Na região sul, os cinco cursos mais autorizados foram (ciências contábeis, engenharia, administração, enfermagem e psicologia). Por outro lado, na região Sudeste, a sequência observada foi (engenharia, educação física, ciências contábeis, enfermagem e pedagogia).
Finalizando, apesar da crise mundial ter impactado vários segmentos de mercado, no ensino superior, em 2009 observou-se a criação de 652 novos cursos nas IES isoladas, representando 83.295 novas vagas, o que sugere mais de 228 novas vagas autorizadas pelo MEC, a cada dia.
Metodologia Utilizada
A presente análise destaca o panorama geral das autorizações de cursos, realizadas pelo Ministério da Educação, no período de 2003 a 2009.
Ressalta-se que este estudo refere-se aos cursos solicitados pelas IES isoladas, visto que os Centros Universitários e as Universidades detêm autonomia para criação dos mesmos, não aparecendo nas estatísticas relativas aos processos de autorização (exceto Medicina, Direito, Odontologia e Psicologia).
Por meio da análise dessas informações, é possível:
- Realizar um levantamento do quantitativo de cursos mais autorizados no Brasil.
- Observar o quantitativo de autorizações de curso por região, traçando parâmetros de crescimento de cada região do país.
- Observar o índice de crescimento anual, a partir da consolidação dos dados.
- Prever as autorizações de cursos para os próximos anos.
- Analisar o crescimento de cursos por área de formação.
Assim, segue o quantitativo de autorizações curso a curso e por região, bem como um panorama das autorizações. Trata-se de um quadro geral, organizado cronologicamente e na forma de gráficos para melhor compreensão e análise.